sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Eu e meus avessos


Eu sou meus avessos, sou a vontade que não passa, sou saudade que não mata, sou calor no inverno e frio no verão, outono cheio de flores e primavera em tons de marrom.
Sou um pouco do que vivi, do que vi, do que aprendi e de tudo que de alguma forma em um determinado momento me fez “pensar” com os poros. Sou tudo que chorei tudo que sorri tudo o que me deixou feliz e infeliz, tudo que me fez respirar mais fundo e tudo que me fez perder o ar.
Sou em fim um eterno recomeço, de tudo que fui ontem através dos meus avessos.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Oito ou oitenta


É incrível como em determinadas épocas a única certeza que temos é que tudo é incerto. Não dá pra ser oito ou oitenta, e isso é avassalador. É fácil tomar uma decisão quando você pode enxergar claramente às alternativas, mas quando as alternativas não são claras? Estão nas entrelinhas, e o subtendido é terra de ninguém, é como enxergar desenhos nas nuvens, pode ser lindo, mas talvez só você esteja vendo as coisas daquela forma. E o que fazer então? A grande pergunta é: pelo o que você está se arriscando? A maturidade nos permite fazer essas escolhas com mais serenidade e menos comoção, mas isso não isenta ninguém do medo de tomar uma decisão. Decida-se não importa qual seja o caminho, pois a coragem reside no controle dos nossos medos. Arrisca se, vai de pressa, ou vá com calma, isso não importa. Essencial é se arriscar pelo que quer valer à pena, e desprende se do que não quer valer.

A beleza das coisas


Eu vivia em busca de um texto que falasse tudo que o estou sentindo, li vários, alguns, confesso, bem interessante, mas sempre sentia que ficava algo ainda por ser dito. E foi então que resolvi escrever esse texto;
Já parou para observar o quanto a lua é terrivelmente encantadora? Mas o que a torna tão mágica? Por vezes acho que é sua beleza, por hora tenho quase certeza que a distância que ela está do seu observador é o que realmente a torna tão bela.
A beleza das coisas está intimamente ligada com a forma com que elas acontecem, é como se o destino de alguns fatos fosse unicamente o belo o inesquecível. A mente é capaz de registrar cada detalhe desses momentos, aguçada pelos sentidos, pelo cheiro, pelo toque tudo traçado para ser inapagável da nossa memória. Há quem diga que quem se entrega menos, sofre menos, e tem o poder em uma relação, pode até ser, mas poder não tem nada haver com felicidade. E dessa vida não quero levar nada, além dos momentos em que eu fui ou fiz alguém feliz.